Mis a Mis, Bloco

Local de concentração

Bairro: Centro

Concentração e trajeto: Museu da Imagem e do Som, Praça XV de Novembro, Centro, às 17h

Data de Saída: Sexta-feira, antes do Carnaval, da Praça XV

Ano de Fundação: 1999

É o bloco do Museu da Imagem e do Som. O percurso é da sede do Museu, na Praça 15 até a outra sede, na Lapa (daí o nome MIS a MIS).

CuriosidadesO Bloco MIS a MIS começou com uma bateria formada pelos jovens da Oficina de Percussão, da Comunidade do Morro de São Carlos, e canto puxado por crianças da Oficina de Canto Coral, encaminhados ao MIS pela Fundação da Infância e da Adolescência - FIA. Para registrar os eventos, foi criada a Oficina de Cinema e Vídeo, também da Comunidade de São Carlos. Na última sexta-feira anterior ao carnaval de 1999, o Museu da Imagem e do Som introduziu nos festejos de Momo desta cidade um novo bloco que desfilou entre as ruas que unem as duas instalações do órgão, sediadas uma na Lapa e outra no Praça XV. O bloco, denominado MIS a MIS, não desenvolvia enredo, não tinha bateria própria e nem mesmo possuía composição musical que o identificasse – o primeiro samba-enredo só viria dois anos depois. Mestre Faísca, ex-diretor da bateria da Escola Império Serrano, conseguiu reunir alguns ritmistas que lograram assegurar a indispensável percussão à realização do desfile. Cerca de 300 componentes animaram a apresentação do novo conjunto. No ano seguinte, sempre na última sexta-feira anterior ao tríduo momesco, o bloco MIS a MIS fez a sua segunda apresentação, já agora contando com organização mais completa. Mestre Faísca criou uma oficina de percussão, ensaiada meses antes do carnaval, cujos 80 componentes garantiram uma pulsação brilhante ao deslocamento do grupo, que passou a incluir quatro automóveis de modelo antigo, adequados à época do Almirante Negro João Cândido, escolhido como primeiro representante do enredo desenvolvido pelo MIS a MIS. Desse ano em diante, o Bloco manteve sempre a apresentação dos calhambeques, funcionando como espécie de carros alegóricos. Os 700 (setecentos) foliões que animaram então o desfile, encantaram o público com a execução do belíssimo samba O Mestre-Sala dos Mares, composição naturalmente obrigatória à sonorização do evento. Para o Carnaval de 2001, o Museu buscou aprimorar a realização do seu já agora famoso Bloco MIS a MIS. O enredo selecionado homenageou o grande sambista Paulo da Portela, falecido em 1949, mas que, se vivo fosse, completaria nesse glorioso início do século XXI o seu centenário. Houve um concurso para escolha de samba-enredo, cuja sinopse distribuída aos concorrentes, foi desenvolvida com perfeição pelos vencedores: Ricardo Melo, Jorge de Paula e Marcelo Menezes, unanimemente consagrados pela comissão julgadora, de alto nível, composta por Marília Trindade Barboza, Maria Augusta, José Carlos Rego e Lígia Santos. Já agora os componentes do MIS a MIS alcançaram a expressiva cifra de 1200 foliões. Em 2002, pela quarta vez, o Bloco MIS a MIS encantou o público desta cidade com um coro de 2000 representantes. A Bateria de Mestre Faísca contou então com 200 ritmistas, oriundos todos da oficina de percussão do Museu. O enredo relembrou as figuras dos poetas Carlos Drummond de Andrade e Carlos Moreira de Castro, com o título "Carlos Vai, Carlos Vem, e A Poesia se Dá Bem". Esses dois geniais artistas representavam de forma maravilhosa a Poesia do Brasil Oficial e a Poesia do Brasil Real. Completariam em 2002 cem anos de existência, morte não os tivesse levado para serem estrelas no firmamento das artes universais. Uma comissão julgadora composta por Marília Barboza, José Carlos Rego, Lígia Santos, Luiz Carlos Magalhães, Maria Augusta e Fernando Pamplona premiou os compoitores Wilsinho Saravá, Rogério de Oliveira, Gabriel Azevedo e Sérgio Fonseca como vencedores do Concurso para escolha do samba-enredo do ano.


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